Esterno – Osso do Tórax do Corpo Humano – Anatomia

É um osso formado pela reunião de três peças ósseas: manúbrio, corpo e processo xistoide. Os antigos anatomistas compararam o esterno a uma espada de gladiador: a pequena peça superior que se articula com as clavículas, o manúbrio, seria o punho (de manubrium, punho); o segmento mais importante, o corpo, seria a lâmina da espada; ao passo que o processo xifóide – um pequeno osso móvel da região da boca do estômago – representaria o protetor da ponta da espada.

Além de servir como ponto de apoio para a maioria das costelas, o esterno funciona também como proteção adicional para a região central do tórax.

O esterno tem várias outras características importantes. É um osso predominantemente esponjoso e altamente vascularizado. Por esse motivo, é vulnerável a lesões ósseas tuberculosas e sifilíticas, e à formação de certos tumores, como os tumores secundários propagados do pulmão e das mamas (metástases ósseas).

A grande vascularização do esterno está relacionada com a presença de medula vermelha em seu interior. É um dos poucos ossos, no adulto, que contém a medula vermelha, encarregada da produção de células do sangue (hematopocse). Essa característica, associada ao fato de ser um osso bastante superficial, recoberto apenas por pele, tem grande utilidade prática: é o local escolhido para a colheita de amostras da medula, para exame microscópico.

osso-Esterno

Esse exame, denominado mielograma, é essencial para o diagnóstico de alterações graves do sangue, como alguns tipos de leucemia e enfermidades em que ocorre falta de produção de glóbulos brancos (agranulocitose).

O esterno tem sido utilizado também para estudos da circulação venosa e linfática do tórax. A introdução de substâncias de contraste (radiopacas) no interior do dsso permite evidenciar, através de radiografias, a situação exata das veias e dos vasos linfáticos. Esse método é de grande valia para o diagnóstico da propagação de tumores mamários e pulmonares.

Frequentemente, nos casos de gêmeos anormais – os conhecidos “siameses” – os corpos estão unidos pelo esterno. Gémeos com esse tipo de malformação congênita são denominados toracópagos (de págos, coisa unida a outra). Ocasionalmente a fusão se apresenta apenas ao nível do processo xifóide; nesse caso, os gêmeos são denominados xifópagos. No entanto, são conhecidos popularmente como “xipófagos” por um erro comum de transposição fonética.

imagem: photobucket




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