Amilase, Lipase e Tripsina – Suco Pancreático – O que é?

O suco pancreático, produzido pelos ácinos pancreáticos, e vertido no duodeno por intermédio do canal de Wirsung, é caracterizado pela presença destes três fermentos: Amilase, Lipase e Tripsina.

Fermentos do suco pancrático: Amilase, Lipase e Tripsina

A AMILASE pancreática decompõe o amido em maltose. Tem, pois, ação igual à da amilase salivar, ou ptialina. Mas o papel da amilase pancreática é muito mais importante, pois sua ação se faz sentir mais demoradamente.

A LIPASE pancreática, fermento muito enérgico, desdobra a molécula de gordura em glicerina e ácido gorduroso. A reação se dá em meio alcalino, neutro, ou mesmo levemente ácido. O ácido gorduroso, posto em liberdade, se combina com bases alcalinas do intestino, formando sabões. Ao conjunto do fenômeno, decomposição e formação de sabões, se dá o nome de saponificação das gorduras. A presença destes sabões vem facilitar a divisão das gorduras restantes em gotículas, fenômeno chamado emulsão.

A bílis, trazida ao duodeno pelo colédoco, torna mais enérgica a lipase, cuja atividade se mostra quase triplicada.

A TRIPSINA ataca os proteicos, decompondo-os em proteoses, estas em peptonas, e as peptonas, em ácidos aminados. Análoga à pepsina do estômago, dela difere, contudo, porque atua em meio neutro, alcalino ou levemente ácido (a pepsina só atua em meio ácido) e porque leva a decomposição da molécula proteica até ácidos aminados (a pepsina leva, em regra, até peptona somente).

A tripsina, ao chegar ao intestino, é ainda inativa, chamando-se por isso protripsina. Torna-se ativa pelo contacto com o suco intestinal, que contém um cofermento, a enteroquinase.

Pancreas

Secreção do suco pancreático

É dos mais interessantes o mecanismo da secreção pancreática. Ao chegar à mucosa do duodeno, o ácido clorídrico, de proveniência gástrica, desperta nessa mucosa a formação de uma substância, a secretina, que tem o poder de ativar a secreção pancreática. A secretina é levada ao pâncreas por intermédio da circulação sanguínea.

Não se conhece ainda a sua verdadeira natureza, nem foi por enquanto possível isolá-la. O que se sabe é que a secretina, que resiste ao álcool e à ebulição, não é um fermento. Os sais biliares aumentam-lhe a eficácia.

É no suco pancreático que se encontram a Amilase, Lipase e a Tripsina.

Função do Pâncreas

À medida que progride no interior do tubo digestivo, o bolo alimentar vai sendo decomposto por vários agentes químicos. Algumas das substâncias que interferem na decomposição química do bolo alimentar provém de órgãos anexos, que não fazem parte do tubo digestivo, mas que se ligam a ele por duetos especiais.

As glândulas salivares secretam a saliva, que participa ativamente da digestão dos hidratos de carbono. O fígado abastece de bile a vesícula, que despeja essa secreção no intestino, com o objetivo principal de favorecer a digestão de gorduras. E o pâncreas, por sua vez, produz e lança no duodeno o suco pancreático, que se destina, sobretudo, à digestão de substâncias ácidas ou solúveis em meio alcalino.

Mas o pâncreas é uma glândula, ao mesmo tempo, exócrina e endócrina (de secreção externa e interna, respectivamente): Tratase, portanto, de um órgão de função dupla, como se fossem dois órgãos distintos, conjugados numa única estrutura. Enquanto a maior parte das células do pâncreas secreta o suco pancreático, que exerce uma função digestiva (ação exócrina), outras células produzem insulina, hormônio indispensável às funções vitais (ação endócrina).

A insulina é o agente requerido para aproveitamento do açúcar por parte do organismo. A produção insuficiente desse hormônio gera o diabete, doença incurável, mas de efeitos lentos e retardáveis.




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