Contração Muscular – Fisiologia e Tipos – Como Ocorre e O que é?

A Contração Muscular é super importante para a movimentação humana. No reino animal, os músculos destinam-se a duas funções: movimentos e força. Na contração dos músculos do esqueleto, os movimentos produzem sempre a aproximação de ossos articulados entre si, enquanto o relaxamento muscular permite o afastamento deles. Torna-se evidente que a aproximação só é possível pelo encurtamento das fibras que formam os músculos, o que é denominado de contração isotônica.

Já o aumento de tensão ou força muscular é realizado pela contração isométrica; isto é, o comprimento do músculo não varia. Exemplo claro de contração isométrica é o do atleta que sustenta no ar um pesado haltere. Enquanto sustém a barra, seus braços e pernas acham-se em contração, embora não produzam movimento.

BIOQUÍMICA DA CONTRAÇÃO MUSCULAR

Entre a movimentação muscular do homem vivo e o rigor mor/is existe a diferença fundamental de uma molécula de fosfato. Isso porque o ATP (adenosinatrifosfato) contém três moléculas de fosfato e muita energia para liberar, tornando possíveis as contrações musculares. Verdadeira bateria elétrica de duração eremera, o ATP contém carga energética suficiente para realizar um único movimento.

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Quando descarregado, torna-se ADP (adenosinadifosfato), ou seja, perde uma molécula de fosfato. No rigor mortis, todos os ATPs já gastaram sua molécula de fosfato e se transformaram em ADPs, provocando a contração rígida e permanente.

Contudo, sabe-se que os movimentos musculares não dependem, tão simplesmente, da presença ou ausência de moléculas de fosfato, embora não se conheça exatamente todo o mecanismo da contração muscular. A fibra muscular, quando se contrai, pode ser comparada a uma máquina que realiza determinado trabalho utilizando a energia de alta voltagem fornecida pelo ATP, molécula que funciona como um acumulador.

Ao ceder sua carga energética, transforma-se no ADP descarregado, que necessita de “recondicionamento” sob pena de parar a máquina e impedir novas contrações. Torna-se necessário, portanto, um recebimento de fosfato de creatina, substância nitrogenada proveniente do metabolismo dos aminoácidos.

Da mesma forma que a bateria do automóvel não se recondiciona apenas com a “carga rápida”, também o “acumulador” ATP requer, logo em seguida, uma “carga lenta”. Esta se processa através da queima dos hidratos de carbono (açúcar) que, ingeridos com a alimentação, são absorvidos no intestino e passam para o sangue como glicose. A glicose não é aproveitada imediatamente como combustível, sendo armazenada no fígado e nas fibras musculares em longas cadeias de glicogênio.

Tipos de Contração

Contração isométrica, contração isotônica e contração isocinética.

  • A contração isométrica ocorre quando o músculo se contrai, produzindo força sem mudar seu comprimento.
  • A contração isotônica caracteriza-se como uma contração em que as fibras musculares se encurtam ou alongam
  • Na contração isocinética o músculo se contrai e encurta, em velocidade constante

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Recuperação Muscular

Na contração muscular, todo o ATP gasto é imediatamente reposto, graças à intervenção do fosfato de creatina. Este cede seu fosfato para a molécula de ADP, durante a “carga rápida”, refazendo o ATP. Depois dessa reação o fosfato de creatina transforma-se em creatina simples. E para repor o estoque de fosfato de creatina entram em ação os açúcares. O glicogênio e, a seguir, a glicose, são desmontados durante a “carga lenta” para que os fosfatos existentes no glicogêhio sejam imediatamente aproveitados pelas moléculas de creatina.

Nessa desmontagem do glicogênio, dois processos podem ser observados: quando existe oxigênio suficiente durante a complexa série de reações em cadeia que compreende a desmontagem, os produtos finais serão gás carbônico e água; havendo falta de oxigênio – nos exercícios musculares prolongados, por exemplo -, a desmontagem não é tão’ completa e apresenta como resultado apenas a formação de ácido lético.

No primeiro caso, a água é eliminada através da sudorese abundante dos pulmões, transformando-se em vapor de água. Nos dias frios, o vapor condensa-se e sai pela boca ou pelo nariz a cada expiração. Já o gás carbônico é facilmente eliminado pelos pulmões, graças ao ritmo aumentado dos movimentos respiratórios.

Ácido lático

Com o ácido lático os processos não se apresentam tão simples. Inicialmente, deposita-se na fibra muscular e determina um aumento da acidez local, um dos fatores responsáveis pela dificuldade de recomposição do ATP. Por esse motivo – somado a outros mecanismos ainda não bem esclarecidos -, o ácido lático determina a fadiga muscular e a sensação de cansaço, após exercícios físicos prolongados.

No rigor mortis, o ácido lático acumulado em grande quantidade devido à falta de oxigênio contribui também para a rigidez muscular. A crescente acidez que ele determina ativa enzimas especiais que destroem as moléculas de ATP, transformando-as em ADP, ou seja, em “acumuladores” descarregados.




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