Glândula Pineal ou Epífise – Função e Anomalias – Anatomia

A Glândula Pineal ou Epífise é um ponto importante da Anatomia Humana. Sabe-se que as glândulas de secreção interna, ou endócrinas, são estruturas que se inter-relacionam e exercem ação reguladora recíproca. Além disso, conhecem-se alguns de seus pormenores anatômicos. Entretanto, do ponto de vista fisiológico, conservam se aspectos ainda envoltos em mistério. A epífise ou glândula pineal, por exemplo, continua desafiando a argúcia dos estudiosos, que lhe investigam as funções exatas, buscando conhecer o papel fisiológico desempenhado por essa pequena estrutura, semelhante a um feijão.

SEGUINDO A EVOLUÇÃO

Nos pássaros, nos mamíferos e em alguns peixes e anfíbios, a epífise origina-se de estruturas nervosas próximas ou, mais exatamente, do diencéfalo, que é uma porção do sistema nervoso central. Acredita-se que, nos peixes, a epífise responda pela percepção dos estímulos luminosos. Já nos outros vertebrados, essa glândula se apresenta sob forma estrutural mais complexa.

A epífise humana é representada por uma pequena estrutura cônica, de aproximadamente 1 centímetro de comprimento e de 100 a 200 miligramas de peso, localizada no interior da caixa craniana e aprofundada nos hemisférios cerebrais.

Surge precocemente na vida embrionária, a partir da porção superior do diencéfalo, como se fosse uma excrescência dele. Microscopicamente, apresenta células distribuídas em lóbulos, separados por tabiques de tecido conjuntivo (estroma). Suas células são, provavelmente, de diversos tipos. Não se trata, no entanto, de células nervosas (neurônios).

Glândula Pineal ou Epífise
Funções da Epífase (glândula pineal)

A Epífase (glândula pineal), como as demais glândulas endócrinas, tem sido estudada mediante métodos experimentais que incluem desde a supressão ou o enxerto da estrutura glandular, até a administração, oral ou parenteral, de seus diferentes tipos de extratos. Tais experiências são realizadas com animais de laboratório. No homem, o estudo se estende á observação dos efeitos produzidos por tumores da epífise.

Contudo, as conclusões experimentais são freqüentemente equivocas e divergentes, o que torna difícil estabelecer com clareza e precisão os resultados destas e de outras observações. Não obstante, alguns dados obtidos são aceitos, ainda que com certas restrições.

Do ponto de vista bioquímico, considera-se a glândula pineal como o único órgão produtor de melatonina, substância de caráter hormonal. Por essa razão, a epífise é considerada glândula endócrina, isto é, glândula que lança sua secreção diretamente na circulação, sem que para isso se sirva de um sistema condutor especial composto de ductos.

A formação da melatonina compreende uma série complexa de reações químicas que se verificam a partir da seratonina, com a participação de diversas enzimas, substâncias proteicas que têm a função de acelerar a velocidade com que tais reações são processadas no organismo.

A COR DA PELE

A melatonina é um dos mais potentes “clareadores” da pele, conforme foi comprovado por experiências feitas com sapos, rãs e outros animais. Tal efeito embranquecedor – que parece não existir na espécie humana – é oposto ao efeito de “escurecimento” provocado por dois hormônios hipofisários: o ACTH, hormônio estimula o córtex da supra-renal, e o MSH, hormônio estimulante das células encarregadas da pigmentação (melanócitos). Assim, hipófise e epífise atuam sobre a pigmentação com resultados contrários.

Outro fato observado foi que a pele de animais escurece após a extirpação da pineal, como também que essa glândula é alterada pela luz: a exposição de animais ao sol provoca a diminuição do peso glandular. Além da melatonina, numerosas substâncias biologicamente ativas têm sido encontradas na epífise, entre as quais se incluem a noradrenalina, a serotonina e outras apenas parcialmente conhecidas sob o aspecto químico e biológico.

SEXO E METABOLISMO: Glândula Pineal ou Epífise

Por meio de observações clínicas e de experiências realizadas com animais, foi demonstrada a existência de outras atividades da epífise, entre elas a que se relaciona com a função sexual. Verificou-se que a extirpação da epífise (epifisectomia) de animais que ainda não atingiram a idade adulta é acompanhada de aumento de peso e de alterações no desenvolvimento dos ovários ou órgãos genitais externos.

Por outro lado, a administração de extratos da glândula pineal pode ser responsável por atrofias dos ovários e também alterações dos ciclos sexuais em ratazanas. Certos tipos de tumores da epífise podem acarretar, nas jovens, atraso no aparecimento da primeira menstruação (menarca), enquanto meninos portadores de tumores destrutivos dessa glândula apresentam desenvolvimento sexual precoce: crescimento dos órgãos genitais, engrossamento da voz, aparecimento de barba, pelos axilares e pubianos e outras alterações típicas do sexo masculino.

Mesmo no caso de pequenos tumores epifisários, observam se casos de desenvolvimento sexual precoce. A extirpação da pínea tem sido relacionada também com a redução da secreção de aldosterona, aumento da produção de outros hormônios do córtex supra-renal e hipertrofia dessa glândula. Além disso, acredita-se que a pineal produza substâncias tanto inibidoras como estimuladoras da secreção de aldosterona.

Portanto, a porção cortical da supra-renal sofreria o efeito de substâncias similares ao ACTH, produzidas pela epífise ou estruturas nervosas adjacentes. Tais alterações, provocando modificações no funcionamento normal da supra-renal, iriam interferir no metabolismo e no equilíbrio da água e dos sais do organismo (metabolismo hidrolítico).

Esses estudos permitem deduzir que a glândula pineal desempenha importante papel no controle neuroendócrino de diferentes mamíferos. Tudo faz crer, portanto, que, à medida que novos estudos vão sendo realizados, novas funções dessa misteriosa estrutura serão dia a dia mais conhecidas pelo homem.

Anomalias: pinealomas, neurogliomas, teratomas

As únicas lesões importantes da epífise são representadas por tumores, que podem se agrupar em três tipos: pinealomas, originários das células parenquimatosas; neurogliomas, oriundos do tecido de sustentação; e teratomas, que são malformações congênitas.

Os dois primeiros tumores aparecem geralmente na adolescência, revelando incidência maior no sexo masculino, na proporção de 3 para 1. Essas anomalias manifestam-se por alterações neurológicas decorrentes da compressão de estruturas nervosas situadas próximas ao tumor, e provocam sinais de hidrocefalia como dores de cabeça, alterações visuais, e várias outras manifestações, além da puberdade precoce.

Nesses casos, o tratamento indicado é a radioterapia ou cobaltoterapia, ou então cirurgia, muito embora a abordagem cirúrgica do tumor seja bastante difícil, dada a localização profunda da glândula epífise e sua proximidade em relação a várias estruturas nervosas vitais.

Cistos da epífise são relativamente comuns, ainda que não tenham sido relacionados com quaisquer distúrbios de importância clínica, da mesma forma que a calcificação não parece constituir patologia da glândula, já que não traz diminuição ou alteração de sua capacidade secretória.

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