Sistema Urinário Humano – Resumo do Aparelho Urinário

sistema urinário

Vários produtos de desassimilação, de alta nocividade para o organismo, são por meio do sangue levados aos rins, que os retiram da circulação e os lançam nas vias urinárias, para a definitiva expulsão. Rins e vias urinárias constituem o apare-lho urinário, de grande eficácia na depuração do organismo. Os elementos do sistema urinário são:

1) duas glândulas, os rins, encarregadas de retirar do sangue os elementos de desassimilação;

2) as vias urinárias, sistema de tubos cuja missão se resume em levar a urina dos rins para o exterior, e que tomam, sucessivamente, os nomes de bacinetes, ureteres, bexiga e uretra.

Rins

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Principais componentes do sistema urinário, os rins são dois órgãos glandulares, profundamente situados no abdômen, aos lados da coluna vertebral. Têm cor vermelho-escura e aspecto de um grão de feijão. Notam-se em cada rim: duas faces, uma anterior, outra posterior; dois pólos, um superior, outro inferior; duas bordas, uma externa ou convexa, outra interna ou côncava. A parte média da borda interna, por onde passam os vasos renais, é o hilo do rim.

Fazendo-se um corte vertical do rim, passando pelas suas bordas, pode-se verificar que há, no órgão, duas zonas: 1) uma zona interna ou tubulosa, vermelho-escura, chamada zona medular, na qual se veem nitidamente algumas pirâmides de Malpighi, de base voltada para fora, e cujo ápice (papila) apresenta numerosos orifícios (poros urinários) abrindo-se nos cálices renais; 2) uma zona cortical, amarelada, na qual, juntamente com tubos, se veem granulações avermelhadas, os corpúsculos de Malpighi.

  • SAIBA MAIS SOBRE OS RINS

Tubo urinífero

O estudo pormenorizado do rim revela que este órgão é formado, essencialmente, de tubos mais ou menos tortuosos, os tubos uriníferos. Cada tubo urinífero se inicia num corpúsculo de Malpighi (portanto, na zona cortical) e termina numa papila, por um dos orifícios que se abrem nos cálices. As várias partes do tubo urinífero tomam os nomes de: tubo contornado, alça de Henle, peça intermediária, canal de união, tubo coletor. Cada rim é formado por alguns milhões de tubos uriníferos.

A estrutura do tubo urinífero é simples: sua parede consta de uma delgadíssima membrana, atapetada inteiramente por um epitélio de células cilíndricas.

Circulação renal

O tubo urinífero recebe uma arteríola aferente, que, chegando ao início do tubo (corpúsculo de Malpighi, se resolve em capilares, os quais se entrelaçam intimamente, para formar uma espécie de novelo, chamado glomérulo. Os capilares do glomérulo unem-se de novo uns com os outros, e dão origem a uma artéria (e não, como de costume, a uma veia), artéria eferente que se dirige para os tubos contornados, alça de Henle, etc. aí se capilarizando de novo, e dando nascimento, afinal, a uma veia.

Ureteres

Há dois ureteres, um para cada rim. O ureter é um longo tubo, que vai do bacinete à bexiga. Tem de comprimento cerca de 28 centímetros, com pouco mais de meio centímetro de diâmetro. Desemboca na bexiga pela face inferior deste órgão.

Bexiga

A bexiga é um reservatório musculomembranoso considerado o ponto central do sistema urinário. Destinado a recolher a urina que se vai produzindo, e a conservá-la até o momento da sua expulsão. A bexiga, que, ao contrário dos ureteres, é um órgão ímpar, está situada na cavidade pélvica, por detrás da sínfise púbica. Sua capacidade regula 250 centímetros cúbicos, podendo, porém, se as paredes se distenderem, contiver volume maior, até 350 centímetros cúbicos.

Em casos patológicos, tem ela alcançado capacidades muito grandes, de 10 e mesmo 20 litros. A bexiga apresenta três orifícios: os dois de desembocadura dos ureteres e o orifício de início da uretra, todos na face inferior do órgão.

A espessura das paredes da bexiga, de mais de 1 centímetro quando o órgão está vazio, reduz-se a 3 ou 4 milímetros quando a bexiga se distende pela plenitude. Há, nas paredes, três túnicas: uma externa, ou serosa, dobra do peritônio; uma nédia, ou musculosa, de fibras lisas, em três camadas; e uma interna, mucosa, de epitélio estratificado pavimentoso.

Uretra

A uretra é o canal que, iniciado na bexiga, se abre no exterior, para o qual conduz a urina.

Cálices e bacinete

Cada rim é munido de mais ou menos nove cálices e de um bacinete. Os cálices são pequenos tubos membranosos, situados na continuação das papilas renais, e indo destas ao bacinete.

A urina no Sistema Urinário

A urina representa, como vimos, um produto de desassimilação do organismo, retirado do sangue pelos rins e eliminado pelas vias urinárias. Ao passar pelos rins, o sangue sofre duas capilarizações, que não só retardam a circulação, como ainda aumentam a pressão no interior dos vasos. Resultado final do sistema urinário, a urina nada mais é do que o descarte realizado pelo corpo.

Nestas duas capilarizações, uma no glomérulo de Malpighi, outra em torno do tubo urinífero,  a água atravessa as paredes capilares e penetra nos tubos renais; ao mesmo tempo, as células do epitélio dos tubos retiram do sangue, por um dos seus pólos, os produtos de desassimilação (uréia, ácido úrico, etc.) e, pelo outro pólo, lançam tais produtos no interior dos tubos. Dal a urina segue até às papilas, é despejada nos cálices, bacinete, ureter, bexiga. A bexiga armazena a urina até que se encha, momento em que a distensão de suas paredes provoca uma sensação especial, obrigando o indivíduo a procurar esvaziá-la.

Formação da urina

Nas duas capilarizações acima referidas, os vasos sanguíneos entram em íntima relação com as paredes do tubo urinífero; ou, melhor, com o epitélio deste. Nestas duas oportunidades, as células epiteliais do tubo retiram do sangue, por um dos pólos, os produtos de assimilação, que, pelo pólo oposto, lançam no tubo urinífero. Vai-se formando desta maneira a urina, a qual enche os tubos e, caminhando por eles, chega à papila, e é despejada nos cálices.




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