Rins – Estrutura, Onde Fica, Funções e Funcionamento | Anatomia

Os rins são dois órgãos com um tamanho aproximado à uma mão fechada em formato de feijão. Em quantidade de 2 (dois), eles estão localizados imediatamente abaixo da caixa torácica, um em cada lado da coluna vertebral. Todos os dias, os dois rins filtram cerca de 120 a 150 litros de sangue para produzir cerca de 1 a 2 litros de urina.

Função dos Rins

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Cerca de 70% do peso de um indivíduo adulto são representados por água. Essa enorme quantidade, por outro lado, apresenta grandes oscilações: como a água constitui  de 70% a 90% do volume total de alimentos ingeridos pelo homem, nada entra e sai do organismo em volume tão elevado quanto a água, exceto o ar.

Aparentemente, tal quantidade de água absorvida criaria para os rins a finalidade principal de drená-la continuamente do corpo, como um mero resíduo inócuo. Mas, na verdade, toda essa água que entra é necessária às funções orgânicas. Além da água ingerida com alimentos sólidos e líquidos, o homem precisa completar suas necessidades com a ingestão de água pura, embora o próprio corpo produza água subproduto acidental de atividades bioquímicas.

No organismo, a oxidação de gorduras, proteínas e açúcares resulta na produção diária de quase meio litro de água. O processo é semelhante ao da combustão, na qual os átomos de oxigênio se combinam com os de hidrogênio para formarem água na forma de vapor.

Por existir como elemento integrante, de quase tudo, a água é um solvente universal. De certo modo, no decorrer do tempo, quase tudo se dissolve em água, inclusive a pedra. A água é, portanto, um veículo ideal para transporte e intercâmbio de substâncias essenciais ao corpo. Em solução ou em mistura, os sais inorgânicos, proteínas, vitaminas, hormônios, gorduras e açúcares são transportados em veiculo aquoso.

Por isso mesmo, a água desempenha um papel fundamental no processo da osmose, que é a passagem do solvente ou de outras substâncias através de membranas semipermeáveis que separam duas soluções de desigual concentração.

A solução mais concentrada (que exerce maior pressão) atrai as moléculas do solvente, provocando assim a migração deste último, até que as concentrações se equilibrem. Como as células do organismo são envolvidas por paredes semipermeáveis, as escórias resultantes do funcionamento celular passam para o líquido intersticial que banha as células. Da mesma maneira, substâncias nutritivas passam do liquido intersticial para o interior da célula.

Quase toda a água do corpo está no interior das células. O sangue contém apenas cerca de 10% e o restante se distribui por outros líquidos, sobretudo o intersticial.

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Além dessa função de veicular as substâncias essenciais ao organismo, a água funciona, também, como elemento regulador da temperatura: a perspiração umedece a pele, de onde a evaporação rouba calor e baixa a temperatura circundante. Mesmo insensível, a perspiração sempre ocorre.

Por essas razões, os níveis de água no corpo são fundamentais para o equilíbrio fisiológico. Mas o trabalho dos rins não tem por finalidade única nem principal a eliminação do excesso de água. Na urina, a água entra mais uma vez como veículo que permite a excreção de resíduos resultantes da atividade orgânica. E o caso da ureia “bagaço” final das proteínas aproveitadas e reaproveitadas pelo organismo.

Uma terceira função dos rins consiste no controle da composição do sangue, no que diz respeito aos diferentes sais inorgânicos, tão importantes devido a sua função osmótica. Esse controle dos níveis salmos é feito mediante a eliminação dos excessos, pela urina.

A cada minuto, cerca de 1/5 do sangue passa pelos rins, para filtragem. O produto filtrado, porém, é ainda muito menos concentrado que a urina. O próprio rim fará passar esse filtrado por túbulos contorcidos, a fim de que a água e outros compostos sejam reabsorvidos. Por meio dessa reabsorção, os rins contribuem para manter no corpo a água e outras substâncias necessárias.

Estrutura e Funcionamento dos Rins

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Os rins localizam-se nas fossas lombares, um de cada lado da coluna vertebral. Envolvidos por abundante camada de tecido adiposo, abrigam-se nas chamadas lojas renais, que são delimitadas por uma membrana de tecido conjuntivo. O rim esquerdo limita-se com o pâncreas, o baço, o estomago e o intestino delgado. O rim direito, com o ligado, o duodeno e o cólon ascendente (porção do intestino grosso). Em suas extremidades superiores, os dois órgãos são recobertos pelas glândulas supra-renais. Estas, embora situadas no interior das lojas renais, são completamente independentes dos rins.

Com formato semelhante ao de um feijão, cada rim mede, em geral, 10 cm de comprimento. 5 de largura e 3 de espessura, pesando cerca de 150 g, no homem, e 130, na mulher.

No rim distinguem-se três regiões anatômicas. Comparado a uma laranja sem considerar a forma e as proporções -, o órgão apresentaria uma casca (cápsula fibrosa que constitui o invólucro renal), o “branco da casca” (córtex renal) e a polpa (medula renal). O córtex, porém, não é uma camada lisa, mas sim irregular, com projeções que se encaixam na medula.

A unidade funcional do rim é o néfron. Cada néfron é constituído por um glomérulo e um túbulo renal. Toda a urina resulta da filtragem do sangue por mais de 1 milhão de néfrons existentes em cada um dos rins humanos. O sangue penetra nos rins pela artéria renal, que se ramifica sucessivamente. Em determinado nível, parte uma arteríola que penetra num grãozinho chamado cápsula de Bowman.

Dentro dessa cápsula microscópica, a arteríola assume calibre de vaso capilar e, como um fio que se enrola repetidamente sobre si mesmo, forma um novelo compacto. Esse novelo é o glomérulo. Cada glomérulo constitui, com sua respectiva cápsula, um corpúsculo renal (também chamado corpúsculo de Malpighi. O mesmo capilar que se enovelou para formar o glomérulo assume novamente o calibre de arteríola e sai da cápsula de Bowman para retornar à artéria de onde proveio. A arteríola que penetra a cápsula chama-se aferente; a que sai, eferente.

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Ao atravessar o glomérulo, o sangue deixa passar água e sais pelas paredes permeáveis dos capilares. Esse filtrado é absorvido pelas paredes da cápsula de Sowman, também permeável; esta, por sua vez, nada mais é que o fundo falso de um tubo, dentro do qual o glomérulo está inserido.

O filtrado absorvido pela parede da cápsula de Bowman penetra num tubo sinuoso o tábula contorcido proximal (primeira porção do túbulo renal, próxima ao glomérulo). Depois de várias circunvoluções, o túbulo descreve uma grande alça (alça de Henle), que mergulha na medula renal e volta ao córtex. Terminada a alça, o túbulo renal assume outra vez a forma sinuosa, agora com o nome de túbulo contorcido distal (distante do glomérulo). Os túbulos distais desembocam, como afluentes, nos

tubos coletores, onde penetra finalmente o filtrado, a esta altura já reabsorvido em sua maior parte (dos 180 litros de filtrado produzidos diariamente, apenas um litro e meio se converte em urina).

Os tubos coletores desembocam em vias de calibre maior, os duetos capilares. Estes últimos se dispõem lado a lado com vasos, para formarem pirâmides com a ponta voltada para o interior do rim. O vértice de cada uma dessas pirâmides, com 10 a 25 aberturas de duetos, constitui uma papila, minúsculo chuveiro que se projeta para dentro de uma câmara chamada cálice renal. Dos diversos orifícios de cada papila flui urina já quase completamente elaborada.

Por sua vez, cada grupo de três ou quatro cálices se une num cálice maior, que se comunica finalmente com a maior das câmaras de saída a pelve renal -, onde é recolhida a urina (modificação do líquido primitivamente filtrado no glomérulo). Afunilando-se em seu fundo, a pelve renal forma um tubo o ureter através do qual a urina passa à bexiga.

imagens: jblog.jb.com.br / infoescola.com.br




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