Sistema Reticuloendotelial e Macrófagos – Função e O que é?

O sangue se renova continuamente. Essa renovação envolve dois processos básicos: o de formação permanente de novos com­ponentes substitutivos e o da eliminação constante de resíduos e impurezas. A primeira função compete ao sistema hematopoético; a outra é desempenhada pelo Sistema reticuloendotelial (SRE).

Toda vez que alguma impureza entra em contato com as células que compõem o sangue (mesmo sem cair na corrente sanguínea), o mecanismo de defesa entra em ação. Essa defesa baseia-se em dois processos: o de fagocitose e o de produção de anticorpos.

A fagocitose consiste no encapsulamento de partículas por par­te de células fagocitárias do sistema. A produção de anticorpos lança no sangue substâncias que vão combinar-se com outras subs­tâncias estranhas (antígenos) e modificar-lhes a estrutura química, numa tentativa de neutralizar seus efeitos nocivos.

Componentes do Sistema reticuloendotelial(SRE)

O sistema reticuloendotelial deve seu nome ao patologista alemão Ludwig Aschoff, falecido em 1942. Aschoff constátou que as células que compõem o sistema re­ticuloendotelial são de mesma origem, todas elas provenientes do inesênquima, que deriva do mesoderma.

O embrião humano, em seus primeiros estágios de desenvolvimento, é como um bolinho de massa folhada, com três revestimentos, e o do meio é o mesoder­ma. O mesênquima é o “recheio” que vai entre os folhetos. As­choff percebeu ainda que essas células compunham um sistema, ou unidade funcional: quando uma parte deixava de funcionar, a outra se desenvolvia compensatoriamente.

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Funções Básicas do Sistema reticuloendotelial

As funções básicas do sistema reticuloendotelial são exercidas pelas células reticuloendoteliais e pelos macrófagos.

O nome das células reticuloendoteliais provém das redes de fi­bras que elas produzem e a que se prendem e também do fato de es­tarem localizadas dentro da medula dos ossos (endon, dentro de; thele, broto). Como todas as células fagocitárias, emitem pseudó­podes (minúsculos tentácülos de formação temporária).

As células reticuloendoteliais não circulam: permanecem em ca­vidades microscópicas da medula, os sinusóides. Ao microscópio, os sinusóides se apresentam inteiramente forrados por células reti­culoendoteliais, finas e achatadas.

Macrófagos (“grandes comedores”) ou histiócitos são as células mais comuns que existem no tecido conjuntivo frouxo, depois dos fibroblastos. Encontra-se esse tecido, difusamente, por todo o or­ganismo. Constitui um dos principais componentes do estroma, que, por sua vez, é um dos dois tecidos fundamentais na estrutura

Macrófagos

A grande participação dos histiócitos no sistema reticuloendote­lial deu origem à denominação alternativa de reticuloistiocitário para o sistema.

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Os macrófagos são células grandes, de forma ovóide. Aparen­temente, podem fundir-se para formar células gigantes, os gigantó­citos, quando topam com alguma partícula grande demais para ser engolida por um macrófago sozinho.

Os macrófagos revestem sinusóides do ligado (com o nome de células de Kupffer), da polpa do baço, dos nodos linfáticos. Nos processos inflamatórios, ocorre intensa proliferação de macrófa­gos provenientes do tecido conjuntivo vizinho.

Outras Defesas

Além do sistema reticuloendotelial, ou­tras células do sangue também exercem função defensiva. Os leu­cócitos ou glóbulos brancos do sangue são células circulantes, que se subdividem em cinco tipos: neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos.

As três primeiras denominações derivam dos tipos de corantes empregados para “tingir” essas células nos estudos microscópicos de histologia: corantes neutros, ácidos (principalmente eosina) ou básicos. Os linfócitos devem seu nome ao fato de serem produzi­dos nos órgãos linfóides (linfonodos, timo).

Os melhores fagocitadores entre os leucócitos são os neutrófilos e os monócitos. A rigor, os monócitos poderiam ser incluídos no SRE, dadas suas funções macrofágicas: são células migradoras de alta belicosidade, que destroem e devoram bactérias e digerem seus venenos. Como estão livres no sangue, podem ser mobiliza­dos em qualquer emergência.

Os leucócitos de base fixa localizam-se principalmente nos pul­mões, nó baço e no figado.

Os eosinófilos estão relacionados com a defesa contra proces­sos alérgicos. Qualquer reação alérgica determina aumento no nú­mero de eosinófilos (o que torna o muco nasal diferente, em sua composição, conforme se trate de resfriado comum ou de resfriado alérgico). Como agem, porém, não se sabe.

Os basófilos são mais misteriosos ainda. Parece que contêm me­tade da histamina existente no organismo, o que os relaciona de al­gum modo com os processos alérgicos, que são de natureza imuni­tária. Têm algo a ver também com o complicado estado de stress, que envolve tensão e fadiga. No entanto, seu desempenho ainda es­tá sendo investigado.

Já os linfócitos são células que estão relacionadas com a produ­ção de anticorpos.

Os monócitos andam livres, até penetrarem os tecidos, onde se transformam em macrófagos. Enquanto circulam, são patrulhas volantes; quando se fixam nos tecidos, passam a constituir elemen­tos de defesa de uma extensa linha de trincheiras.

Velhice e Imunidade

Broncopneumonia é causa co­mum da morte de idosos e recém-nascidos, porque nos dois casos o sistema reticuloendotelial opera deficientemente. O baço aumen­ta até os 30 anos e a partir dai começa a regredir, o que indica uma diminuição da atividade fagocitária de glóbulos vermelhos do sangue, uma das principais funções do SRE.

Mas como o número de plasmócitos aumenta nos 60-70 anos de vida, ao mesmo tempo que decai a fagocitose aumenta a reação imunológica contra o próprio organismo – o chamado processo de auto-imunidade, ainda mal estudado. A hipótese é confirmada pelo aumento de ga­maglobulina, fração do sangue que “carrega” anticorpos.

Os enxertos cirúrgicos oferecem esse problema. Para não serem rejeitados como corpos estranhos, é preciso diminuir o número de células do sistema, por radiação ou drogas. Mas, por outro lado, o organismo fica impotente para conter infecções e o paciente pode morrer por uma ou por outra causa.

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